Sobre
Código de Conduta
Esta é uma tradução não oficial, feita para tornar o texto acessível. O texto em inglês é o que vale.
Todos os voluntários da CSIRT.global seguem nosso Código de Conduta:
- A CSIRT.global é uma equipe global de resposta a incidentes de segurança computacional. Somos conduzidos por voluntários e trabalhamos com voluntários que querem tornar o mundo digital mais seguro.
- A CSIRT.global busca divulgar vulnerabilidades e comunicar seus achados a quem pode corrigi-las.
- A CSIRT.global executa as últimas etapas de um processo longo, conduzido por organizações parceiras, pesquisadores independentes e terceiros. Sabemos da importância dessas últimas etapas e levamos o processo de CSIRT muito a sério.
- A CSIRT.global usa informações fornecidas por terceiros. Sabemos que essas informações vêm de atividades como:
- Varrer a internet em busca de vulnerabilidades, sobretudo Common Vulnerabilities and Exposures (CVEs), e comunicar nossos achados e possíveis soluções aos responsáveis por esses sistemas.
- Analisar sistemas on-line em busca de vulnerabilidades novas (dia zero), comunicar nossos achados a quem os desenvolve e tentar ajudar na correção.
- Analisar bases de dados com credenciais vazadas e avisar as organizações ou pessoas comprometidas para que tomem as medidas adequadas.
- Como trabalhamos com dados sensíveis, obtidos sem consentimento informado, criamos este Código de Conduta para dar uma base ética ao trabalho que fazemos.
- Ao responder a incidentes, buscamos trabalhar com parceiros de confiança para ampliar nosso alcance e também avisar o maior número possível de organizações e pessoas.
- Sabemos que trabalhamos com informações obtidas no limite do que a lei permite, por isso seguimos os três critérios usados com frequência em processos judiciais sobre divulgação de vulnerabilidades:
- Necessidade social: fazemos divulgação de vulnerabilidades para evitar danos on-line ao maior número possível de pessoas usuárias da internet e não servimos a nenhum interesse financeiro, político ou individual em particular.
- Princípio da proporcionalidade: atendemos a essa necessidade por meios adequados. Nossa pesquisa deve aumentar, e não reduzir, a integridade e a disponibilidade dos sistemas on-line.
- Princípio da subsidiariedade: havendo vários meios disponíveis para atender à necessidade, escolhemos o de menor impacto.
- Confiamos nos achados de terceiros quando é possível, mas os validamos quando é preciso. Queremos evitar comunicar falsos positivos e deixar passar falsos negativos, e às vezes precisamos verificar se a vulnerabilidade existe de fato. Usamos scripts próprios, baseados em provas de conceito públicas ou em código de exploração não ofensivo, e tomamos o cuidado de não danificar sistemas, não baixar dados pessoais em excesso e não criar portas dos fundos.
- Nossos achados costumam ser listas com de alguns a milhões de endereços IP, o tipo de vulnerabilidade encontrada, dados de contato e metadados (por exemplo, marcações de tempo, scripts, pesquisadores que trabalharam nos dados). São dados sensíveis, por isso tomamos todas as precauções necessárias para proteger sua confidencialidade.
- Divulgamos vulnerabilidades de dia zero primeiro a quem desenvolve o produto, depois solicitamos números de CVE e negociamos um prazo razoável para divulgá-las aos nossos Parceiros de Compartilhamento de Informações de Confiança e ao público em geral. O ideal é que a divulgação venha depois de uma correção. Se estiver claro que quem desenvolve demora a disponibilizar a correção e for provável que outras pessoas descubram e explorem a falha, podemos considerar divulgá-la para alertar possíveis vítimas e orientá-las sobre medidas de mitigação.
- Comunicamos as CVEs que encontramos aos responsáveis pelos sistemas, na maioria das vezes gerando endereços de e-mail a partir do nome de domínio, como info@, security@ ou abuse@, e usando os endereços de abuse listados por quem detém os IPs. Quando não é possível encontrar os responsáveis por meios automatizados, podemos procurá-los em fontes abertas.
- Também podemos enviar nossos achados por meio dos nossos Parceiros de Compartilhamento de Informações de Confiança, entre eles Computer Emergency Response Teams, Computer Security Incident Response Teams, provedores de acesso à internet, órgãos governamentais e outros institutos de pesquisa.
- Ao fazer nosso trabalho, mantemos o foco na nossa missão de tornar a internet e o mundo conectado mais seguros. Não servimos aos interesses de governos, forças policiais, empresas, indivíduos nem de ninguém mais.
- A devida diligência no nosso processo de CSIRT exige acompanhar o que divulgamos. Por isso precisamos armazenar dados e registrar nossas atividades. Também podemos precisar desses dados em caso de disputa. Reduzimos ao mínimo a quantidade de dados pessoais que coletamos e guardamos, e sabemos que um endereço IP também pode ser entendido como informação relativa a uma pessoa natural identificada ou identificável. Entendemos que o tratamento desses dados é proporcional ao nosso objetivo de tornar a internet e o mundo conectado mais seguros.
- Dependendo do incidente, podemos informar a comunidade de segurança em geral e/ou a imprensa sobre nossos achados. Usamos apenas estatísticas agregadas e/ou informações de tendência. Não usamos informações de identificação pessoal (PII).
- Tudo o que publicamos está disponível em nosso site https://csirt.global.
- Nossos relatórios estão disponíveis sob licença Creative Commons.
- Comunicamos sistemas vulneráveis. Ainda que possamos repassar informações de correção de terceiros na medida do possível, a correção é responsabilidade exclusiva de quem é responsável pelo sistema.
- Cabe à CSIRT.global dar a conhecer estas regras aos seus membros. Cabe a cada membro cumpri-las. Se não cumprirem, a diretoria tomará as medidas cabíveis, por exemplo revogando sua conta.
- Reconhecemos que existem diferenças geográficas de cultura, lei e costumes. Oferecemos caminhos de escalonamento para os conflitos que surjam dessas diferenças entre as várias regiões em que atuamos. Incentivamos os membros a usá-los.
- No plano das relações entre pessoas, somos uma organização aberta, acolhedora, que aprende e ensina. Acreditamos na diversidade.
- Incentivamos os membros a questionar o comportamento de outros membros quando o considerarem inadequado, e ao mesmo tempo oferecemos caminhos de escalonamento a quem preferir não tratar do assunto diretamente. Entendemos que pode haver razões muito boas para não tratar de um assunto diretamente.
- Sugestões e comentários são bem-vindos. Fale com nosso secretário, Vincent Thiele.